![]() |
| A sign from God? Lighting strikes the basilica of St.Peter's dome earlier this evening during a storm that struck Rome on the same day Pope Benedict XVI announced his resignation Read more: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2276884/Pope-Benedict-XVI-resigns-First-Pontiff-600-years-stand-longer-strength-carry-on.html#ixzz2KeHYD9dB Follow us: @MailOnline on Twitter | DailyMail on Facebook |
Traduza o artigo
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
sábado, 9 de fevereiro de 2013
O fracasso da politica monetária americana.
Do lado fiscal não há nada o que o FED possa fazer para equilibrar
a economia, isso é próprio dos políticos.
Colocado frente a um problema de inadimplência monstruoso, que
foi o processo do sub prime, o FED se viu frente a um dilema, deixar os ativos
se desvalorizarem, com o risco de um processo deflacionário que poderia levar,
e certamente levaria, à falência quase todo o sistema financeiro global, ou
pagar a conta.
Ele pagou a conta e a partir dai o mercado passou a precificar
a inflação futura.
Imprimir dinheiro desvalorizaria o dólar frente às outras
moedas e reativaria um pedaço da economia, o exportador, já que uma escolha
feita no passado pelos EUA, isto é, deixar que a economia manufatureira se
mudasse para a China, não poderia mais ser passível de retrocesso em curto
prazo.
Imprimir dinheiro também causaria a inflação, o que em
última instância anularia boa parte da dívida americana em termos correntes.
Do lado dos efeitos colaterais veio o fato do mercado indexar
a moeda às commodities.
Daí para frente toda a vez que há uma queda nos preços dos
ativos, o FED intervém com mais dinheiro. O efeito colateral do efeito colateral
foi uma guerra cambial, cujas consequências ainda não são muito claras para o mercado.
Essa politica é de longe a mais idiota e autodestrutiva
combinação de politicas monetária, fiscal e cambial já vista na historia da
humanidade.
Em meio a uma crise que se iniciou em 2008 o mercado aposta
agora que essa crise já acabou e que, com taxas de juros mantidas negativas, os
investidores, que simplesmente sentaram em cima de montanhas de pilhas de moeda
corrente e não investiram em nada nos últimos 5 anos, venham agora a fazê-lo. (Pelo
menos esse é o desejo do governo americano abundantemente explicado pela mídia)
Porém há vários limitadores nessa questão, já que os preços
das ações, e commodities parecem estar atrelados. A maior delas é o preço da
gasolina nos EUA que é tecnicamente impeditivo para que o povo consiga gastar
em outros itens de consumo.
Ao atingir um determinado patamar, o preço da gasolina nas
bombas impede o consumo e automaticamente, algum tempo depois, a confiança do consumidor
cai, o consumo idem, e o preço das ações e commodities vêm juntos, fazendo com
que o FED necessite imprimir mais dinheiro em socorro da economia.
Este ciclo afeta
enormemente a economia global, já que afeta o preço do dólar, afeta o preço do petróleo,
afeta a competitividade de outros países. Os mais fortes simplesmente adotam a
mesma politica cambial e monetária como arma de defesa, o que inflama ainda
mais os preços.
Neste momento estamos vendo uma campanha midiática de bom
humor para a economia global, mas o preço da gasolina está subindo no mundo
todo concomitantemente, junto com os preços das ações. Querem nos fazer crer
que a crise acabou e que, de agora em diante, o preço das ações vai subir. Vai mesmo,
mas sob qual fundamento? Inflação?
Inflação acaba com a riqueza do povo, das empresas, mas não
afeta os governos e países, já que um Estado não pode falir propriamente dito,
quem vai à bancarrota é seu povo.
O problema maior é que estamos vendo os preços subirem e o
desemprego indo junto, portanto não há fundamentos econômicos para que os
preços subam que não o processo inflacionário, imposto pela guerra cambial e
impressão indiscriminada de moeda.
A verdadeira escolha do governo americano foi entre a crise
deflacionária, que o Professor Mario Henrique Simonsen dizia que matava, e a
crise inflacionária, que ele dizia que aleijava.
Querem fazer o mercado acreditar que a crise acabou.
Como brasileiro que viveu o processo inflacionário por aqui
desde os anos 70/80 do século XX, afirmo sem medo de errar.
- A crise nem bem
começou.
Vamos ao futuro.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Vejam vocês como funciona uma ditadura no seu final
Quando o ditador, poderoso, manda, ele manda mesmo, mas se
está morto, ou à beira da morte, quem sobrou começa a colocar as manguinhas de
fora e consertar o país.
A notícia é:
Venezuela desvaloriza sua moeda, o Bolívar.
De 4,3 bolívares
para 1 dólar agora é preciso de 6,3 bolívares para se comprar um dólar.
O motivo não é por causa da guerra fiscal, mas sim pelo
cofre vazio de dólares, apesar de todo o petróleo vendido. O ditador fica com
quase todos os dólares entrantes na economia, ele e os seus amigos.
Na Venezuela não se vê papel higiênico, açúcar, ou farinha
de trigo nas prateleiras dos mercados, só para mencionar alguns produtos.
As filas são enormes quando alguma comida barata aparece, já
que todos os preços são controlados e o mercado negro impera.
Os homens vivos, vendo que o morto não manda mais nada, e
que as marionetes sobrantes não vão mais apitar, começam a consertar as
finanças do país. A medida é altamente inflacionária e dias piores virão.
Qual é a melhor maneira de se acabar com o socialismo e o poder do estado e da burocracia?
Vote neles e deixem que eles se destruam
Trechos de reportagens
que não saem na mídia.
MADRID, Jan. 4 (UPI) -- Suicides by
economically hard-pressed Spanish individuals accentuated the Iberian country's
financial crisis as eurozone leaders warned of more trouble ahead in 2013.
Spanish Finance Minister Luis De Guindos said the government would continue to look for a solution to the problem of evictions, which has inflamed Spanish communities and pitted them on the path of confrontation with both banks and the government.
Spanish Finance Minister Luis De Guindos said the government would continue to look for a solution to the problem of evictions, which has inflamed Spanish communities and pitted them on the path of confrontation with both banks and the government.
Suicídios de pessoas economicamente pressionadas pela crise econômica espanhola se acentuaram em 2012 e os lideres do país dizem que vão ter mais problemas pela frente em 2013.
O ministro das Finanças da Espanha disse que o governo vai
continuar a procurar uma solução para o problema dos despejos feitos pelos
bancos, que não recebem seus títulos hipotecários das pessoas que estão
despejando de suas casas. Isso tem inflamado as comunidades e está encaminhando
as pessoas ao confronto tanto com o governo como contra os bancos.
“We’re at
war,” Giannakis said. “The state is against us and we’re trying to protect
ourselves and our rights, as much as we can. Things
are becoming ferocious.”
- “Nós estamos em
guerra disse,” Giannakis, “ o Estado é contra nós e nós estamos tentando nos
proteger e proteger nossos direitos, tanto quanto possível. As coisas estão
ficando ferozes.
Prometer o paraíso na terra, contar mentiras para se locupletar
e vencer eleições, “fazer bonito” para o povão, usar a propaganda como meio de
poder, tudo isso vai colocar as pessoas contra o Estado e no final quem vai
perder é o sistema falido.
As mudanças vão começar na Europa já em 2013.
É bom mesmo desarmar a população.
Outra coisa interessante que está na baila do mercado.
O que a mídia americana chama de grande rotação.
Isto é, os investidores já não conseguem manter seus portfólios nas taxas de juros zero. Com a Inflação subindo as taxas de manutenção do
capital ficam negativas. Isso é a ruína vindo, não à cavalo, mas dirigindo um Formula
I a toda. Desta forma os fundos de pensão têm de passar a comprar; ações, petróleo,
ouro, commodities em geral, e fazer estoque desses bens de renda variável.
Contam, é claro, que essa renda será positiva.
Os investidores também estão mudando para títulos pós-fixados
numa velocidade enorme.
Mas se a velocidade inflacionária for grande o bastante para comer os ganhos,
os investidores vão pedir títulos de menor espectro temporal.
Vai seu muito gozado ver os EUA com título overnight para
corrigir dinheiro.
A historia mostra que indexação não é a saída. Prolonga a vida, mas o monstro chega, e quando chega, mata.
A historia mostra que indexação não é a saída. Prolonga a vida, mas o monstro chega, e quando chega, mata.
Uma queda do dólar em dias recentes.
E veio nosso ministro dizendo:
- Não vamos deixar o dólar
voltar a R$ 1,85.
Naquele momento o dólar estava cotado a R$ 2,00. Foi o que
bastou para que a nossa moeda sofresse uma valorização, foi lá na casa dos R$ 1,95,
só no papo do ministro.
Mas é uma batalha perdida. O Brasil não tem como lutar na
guerra cambial, se fizer isso o PT nunca mais vai por o nariz para fora da
máscara.
Imagine a inflação grassando à casa dos 25% em apenas 18
meses? Imaginou? Pois é, é isso o que aconteceria se o país resolvesse fazer
uma impressão monetária tipo japonesa.
Depois vai defender quem? Os empresários?
Jamais, o PT faria isso, é contra seus estatutos. A valorização
da real serve aos propósitos socialistas do partido, isto é, acabar com todos
os ricos que não pertençam à nomenclatura petista.
Por mim quero ver o dólar
a R$ 1,10. Isso faria a inflação recuar consideravelmente.
Vamos ver como esse governo vai fazer para contentar a
todos, o povão e empresariado que votou neles.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
O que não lhe disseram:
The downgrade to AA+ will push the global financial markets into uncharted territory after a volatile week fueled by concerns over a worsening debt crisis in Europe and a faltering economy in the United States.
O rebaixamento para AA+ irá empurrar o mercado global para território gráfico não atingido depois de uma semana volátil alimentada por preocupações sobre o aumento da crise da dívida na Europa e uma economia claudicante nos EUA.
Depois de alguns dias tentando segurar os preços lá em cima, esse fato da vida, os títulos americanos não são mais triplo A, o mercado vai perceber que os hedge funds estrangeiros vão parar de comprar até o pouco que vinham comprando no mercado os títulos americanos da dívida.
As perguntas que ficam são:
- Será que só U$ 85 bilhões por mês, do QE-infinito, vão ser suficientes para rolar a sua própria dívida?
- E até quando isso vai ser possível sem que o mercado queira mais prêmio na taxa de juros para poder emprestar dinheiro a eles?
Os próximos capítulos da novela vão ser ótimos, para dizer o minimo.
AA+tente para o fato de que o S&P agencia só melhora a nota de país que tem contas equilibradas e não de países que devem até as calças.
Percebeu o contra-senso da politica econômica que está sendo sustentada pelos países ditos ricos e alguns emergentes junto?
Ficar devendo cada vez mais quer dizer progresso?
Dá-lhe socialismo! O mundo inteiro está idiotizado, não é possível.
Doc
Nathal e fez os exames -DOC ?
mais 1 mes se ja nao começou , o S&P vai cair 100 pontinhos,com os BONDS bust, juros em 2,5 -3%, e aqui nao vai segurar a petr4 entao nao sei se vai virar pó ,acho q detonaram -na pra fechar o capital só pode .a menos q tenha ouro aumento rapido de gasosa ou essa tal de petronova q Sonia Racy disse...
Depois do carnaval temos de falar. Manda um telefone por email, por favor.
mais 1 mes se ja nao começou , o S&P vai cair 100 pontinhos,com os BONDS bust, juros em 2,5 -3%, e aqui nao vai segurar a petr4 entao nao sei se vai virar pó ,acho q detonaram -na pra fechar o capital só pode .a menos q tenha ouro aumento rapido de gasosa ou essa tal de petronova q Sonia Racy disse...
Depois do carnaval temos de falar. Manda um telefone por email, por favor.
A correção está por ai, aguarde lá fora fazer o topo. A figura de hoje por ter sido um tower top.
Era de se esperar.
Olhem para o euro enquanto o Mario Draghi, presidente do
Banco Central Europeu está falando.
Ele diz que a politica monetária europeia vai continuar
frouxa.
Resultado: quase tudo o que o Japão e os EUA fizeram em
termos de impressão monetária não vai pagar nem placê para o que os europeus
vão fazer.
Aliás, placê quer dizer:
Art. 6º - A
modalidade de apostas denominada PLACÊ
refere-se aos
animais que forem considerados o primeiro ou o segundo lugar
nos páreos
disputados por, pelo menos, 4 (quatro) animais sob números
diferentes.
Só que nesse páreo vence quem perder.
Essa guerra está apenas começando a pegar fogo. Culpa da tal
politica do QE americana. Virou moda atacar a economia do outro.
Na verdade as economias deveriam estar crescendo à todo vapor. Por que isso não está acontecendo?
Eles têm bala na agulha do revolver do dinheiro, mas se esse plano não der certo, na arma das estratégias econômicas para resolver a questão do crescimento, não há mais nenhuma munição.
O dia hoje não está nada bom nos jornais por ai.
Acho que hoje os
jornalistas acordaram de mau humor.
Vejam só:
Inflação oficial em janeiro
é a maior desde 2005, diz IBGE
O Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,86% em janeiro, ante alta de 0,79% em
dezembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a
maior alta para os meses de janeiro desde 2003.
Com isso, a inflação em
12 meses atingiu 6,15%, o maior nível em um ano e próximo do teto da meta do
governo, que é de 6,5%.
Como já se passou a primeira semana de fevereiro, a meta do
ano para a inflação já era.
Número de falências requeridas incia o ano em alta,
revela Serasa
Deve ser frustrante para o governo Petista saber que a
economia está literalmente parando e a inflação grassando. Se continuar assim é
o fim da era petista no governo.
PT reivindica presidência do Conselho de Ética da Câmara
para tentar salvar seus mensaleiros.
O poder corrompe mesmo, e perder a boquinha é ruim.
Governo estuda dar 'bolsa novela' para levar TV digital à baixa
renda
Circo para estender o tempo hábil dessas pestes no poder. É
anunciado como se fosse algo bom. Controle populacional e medida socialista.
Ministério do Esporte não investiga, e incentivos de R$ 150 mi estão sob suspeita.
E a bandidagem continua. Até falamos disso, mas todos
aceitam isso como “parte da vida”, “rouba, mas faz” etc.
Lá fora as coisas também estão se iniciando com mau humor.
O movimento do Banco Central Europeu, o próximo tiro na
guerra cambial em andamento, pode vir a ser um tiro atômico, já que virá
acompanhado pela depressão econômica dos países da periferia da eurozona.
![]() |
| Fotografia do mercado hoje em dia |
As coisas estão esquentando. O mercado vai, em seu devido tempo, colocar tudo no devido lugar...Novamente
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
O prazer da vida
Eu tive o prazer de poder ter lido tal elucidação sobre o assunto que
envolve nossas vidas, feito a agua. É um prazer poder saber que ainda existem
pessoas que escrevem com tal poder de esclarecimento. Meus cumprimentos ao site
“Mídia Sem Máscara”
ESCRITO POR JEFFREY NYQUIST | 05 FEVEREIRO 2013
ARTIGOS - MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO
ARTIGOS - MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO
Não há em cena neste momento uma força capaz de interromper essa
debacle. Os discípulos de Marcuse estão no poder e não há uma possibilidade
imediata de derrotá-los em uma eleição.
Embora os especialistas continuem a escrever como se tivesse havido uma recuperação econômica, os números contam uma história diferente. É a história da falsa recuperação e do contínuo mau investimento. NoBusiness News anuncia-se em manchete: Economia dos EUA encolhe pela primeira fez desde o fim da recessão. Nessa notícia nos é dito que a “economia encolheu inesperadamente no fim do ano passado...” – era assim algo tão inesperado? Nossa sociedade se afastou das antigas regras e das antigas verdades. O hedonismo do mercado agora está junto do hedonismo socialista e, desta forma, nos é dado um novo tipo de sociedade que não entende mais aquilo que é básico na ciência econômica. É uma sociedade que faz empréstimos e se afunda em débito. É uma sociedade que sugere a ideia de tirar algo do nada.
E é aí que tem início os nossos
problemas. O que vem do nada é o nada. Para que se cresça uma economia é
necessário que haja incentivos, especialmente no livre comércio de bens e
serviços. Os inimigos do capitalismo e do mercado não gostam desse tipo de
liberdade. Melhor condenar essa prática como algo ilusório que não é mais
“sustentável”. Isso explica a ternura dessas pessoas ao falar de “mudanças
climáticas, pico do petróleo e contradições internas do capitalismo”.
Obstáculos de todos os tipos devem ser colocados no caminho do sistema de
mercado. Os homens não devem ser livres para comprar e vender. E, finalmente,
quando se obtém a pobreza como resultado desse pisoteio do sistema de livre
mercado, este último mesmo assim será culpado.
Em conferência proferia na Escola de
Frankfurt no dia 28 de julho de 1967, o “filósofo” Herbert Marcuse projetou o
futuro caminho da Nova Esquerda. “Estamos lidando com a dialética da
libertação”, explicou Marcuse. Essa libertação era de um sistema repressivo.
Com efeito, esse sistema havia se tornado opulento, poderoso e funcional; mas o
sistema (segundo Marcuse) era moralmente mau e caracterizado pela “servidão voluntária”. Marcuse havia abandonado
desde muito as fórmulas estritas do marxismo em favor de uma fórmula
revolucionária mais frouxa e hedonista. É aí a raiz do marxismo cultural que
pregava a liberação feminina, o casamento gay e o moderno estado de bem-estar
social. E é isso o que o marxismo se tornou no opulento Ocidente.
De acordo com Marcuse, “se o
socialismo é definido em sua maioria por termos utópicos, nomeadamente (...) a
abolição do trabalho (então se pressupõe)... uma transvaloração dos valores,
uma nova antropologia”. Nesse caso, o socialismo pressupõe “um tipo de homem
que rejeita os princípios vigentes que estabilizaram as sociedades: um tipo de
homem que se livra da agressividade e da brutalidade que são inerentes à
organização de uma sociedade estabelecida e da sua moralidade hipócrita e
puritana...”
É aí que Marcuse, como o pai da Nova Esquerda, lega aos
seus discípulos o ideal ao qual eles ainda mantém firmemente incorporado nos
dias de hoje. É o iceberg em que o navio estatal está se arrebentando. É a
ideia do algo por nada – do prazer sem trabalho, da civilização sem moralidade.
Segundo Marcuse, o novo homem não precisa trabalhar. Ele dedica seu tempo “às
pequenas alegrias e prazeres sem peso na consciência”. Rejeitando o princípio
vigente, ele é incapaz de se superar. Em suma, ele é o homem socialista – e
também é o “último homem” do qual Nietzsche falou: “A terra tornar-se-á então
menor, e sobre ela andará aos pulos o último homem, que tudo apouca.”
Agora vemos como a ética trabalhista se deteriorou. As
rebeliões na década de 1960 não se tratavam de uma fase passageira, mas sim a
transvaloração como dita por Marcuse. Vemos também como tudo diminuiu. O
próprio homem se diminuiu conforme foi se tornando cada vez mais incapaz de
cuidar de si mesmo, já que vive sob um inchado estado de bem-estar social.
No
ano de 1900, boa parte dos americanos nasceu em fazendas. Agora consideremos o
que se necessitava para manter uma fazenda naquele ano. Alguém atualmente
trabalha tão duro quanto aqueles americanos? A transição de uma sociedade rural
para uma sociedade urbana nos trouxe muitos benefícios. Benefícios esses
adquiridos por causa da prevalência da nossa capacidade intelectual. Ao invés
de trabalharmos duro da aurora ao entardecer, somos assistidos por máquinas,
astutos engenheiros e organizadores capitalistas que nos salvam de ter de
enfrentar a extenuante labuta do dia a dia. Assim, deveríamos todos nos lembrar
que é o capitalismo que mobilizou essa capacidade intelectual. É o investimento
e o mercado que nos livrou do trabalho árduo, não o socialismo. Ao contrário,
são os socialistas que organizaram um ataque a esse mesmo mecanismo que trouxe
a verdadeira libertação para milhões de pessoas.
“Essa é a libertação de um sistema falso, mau e repressivo”,
disse Marcuse na conferência de 1967. Mas ele estava errado. O capitalismo é o
libertador e o falso sistema é o socialismo. Ironicamente, foi o capitalismo
que tornou o socialismo hedonista possível. Foi a abundância do capitalismo que
permitiu o advento do estado de bem-estar social que perdura até hoje, cada vez
mais forte. Sem abundância não haveria o quê redistribuir. A conversão para um
socialismo hedonista é, portanto, produto de um bem-sucedido – porém pouquíssimo
cauteloso – sistema capitalista. O marxismo de hoje não é o marxismo da
revolução do proletariado, e sim o marxismo do governo que dá brindes e dos
grupos de interesses especiais.
Como sugerem as notícias, a economia está encolhendo e assim
ela prosseguirá. Não há em cena neste momento uma força capaz de interromper
essa debacle. Os discípulos de Marcuse estão no poder e não há uma
possibilidade imediata de derrotá-los em uma eleição. O estado de bem-estar
social continuará a crescer mesmo quando o lado produtivo da economia estiver
diminuindo. Tendo em mente que a economia de livre mercado é parte do nosso
patrimônio herdado, não há mais o que dizer sobre esse assunto, porém finalizarei
com uma citação do livro The
Strange Death of Marxism de Paul Gottfried, no qual ele
escreve: “A esquerda pós-marxista vai muito além dos movimentos totalitários do
passado (...) ao rejeitar enfaticamente a cultura ocidental e seu patrimônio
histórico.”
Publicado no Financial Sense.
Assinar:
Postagens (Atom)












